Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Arquivo para o mês “setembro, 2007”

Eu nao me importo – I do not care

 Ontem fiz uma viagem a noite, por uma estrada entre estados, com velocidade permitida de 70m/h, nao acredito que seja perigoso, mas estar em casa e mais seguro. Outro dia alguem comentou comigo sobre medo de furacao, hj vivo em uma area de risco, se tem procedimento de evacuacao etc…
Eu realmente nao me importo se eu morrer, nao tenho medo, claro que nao vou ficar arriscando a minha vida mas acredito que quando algo tem q acontecer, vai acontecer.
Muitas pessoas tem medo de morrer, tem medo de imaginar para onde vao, pensam na familia que fica, as coisas que nao viveram, etc…
Eu nao dou a minima se eu morrer, se eu morrer Deus cuida de minha familia, Ele vai cuidar da Tatiana, tudo vai dar certo, e tenho certeza que o cuidado de Deus ‘e muito melhor e sem falhas que o meu cuidado.
Eu tambem nao sei pra onde vou, mas sei que pra onde vou sera o resulatado de uma vida de tentativas, de tentar ser melhor, de querer amar mais, de ajudar, mesmo nao conseguido muitas vezes mas tentando.
Eu nao me importo com as coisas que nao vivi, sei q o que eu vivi eu fiz o meu melhor, eu lutei, fiz o melhor pra dignificar Deus com a coisa mais importante que ele me deu: o Amor, as pessoas em minha volta e minha vida. Tentei dignificar lutando contra a minha indiferenca, que o antonimo de amor, frente a Ele e as pessoas.
Tentei dignificar Ele cuidado tb de umas das coisas mais importantes que ele me deu, minha pr’opria vida. Tentei dentro do possivel nao me viciar, cuidar de minha saude, me amar, por que a baixa estima ‘e o contrario do sonho de Deus para n’os.
Se eu morrer amanha, hoje ou agora, eu nao me importarei, nao mesmo, nao com a minha morte, por que eu tenho certeza que me esforcei e tentei, mesmo sem muitas vezes conseguir. Sei que o que e para ser sera, se nao fiz algo que queria e por que nao era pra acontecer. Irei em paz. Sei que aproveitei muitas oportunidades, e disperdicei outras, mas isso faz parte do aprendizado nao ‘e?… s’o nao podemos deixar de aprender com nossos erros e acertos…
Eu nao acredito que Deus queria pessoas que nao errem, que nao pequem, mas pessoas que aprendam com o erro, e que quando pequem o facam com dor… sabendo que o resultado disso foi o sofrimento de Jesus…
 
Mas tem algo com que me importo muito, eu me importo se eu viver, e como eu vou viver…
Me importo se faco algo que faz algum inocente sofrer, me importo se nao amo, me importo se nao melhoro, me importo se nao cresco, se nao amadureco; me importo se nao deixo frutos, me importo nao sou uma fonte de amor enquanto eu viver. E estou aprendendo, tentando mudar muitas coisas pra cumprir meu proposito aqui: o AMOR… Mas e dificil mas se eu nao viver tentando e o mesmo que eu morrer…

Uma Benção

Me lembro quando eu era pequeno, na minha infânca e adolescência, desde cedo nunca fui um menino popular nunca mesmo. Me lembro nesse período eu via as brincadeiras das outras crianças, desde cedo eu via falando palavrão querendo prejudicar os outros, desde cedo eu vivi isso. Minha adolescência não foi um período "doce", quando adolescente eu nunca fui popular, nunca fui parte do grupo de meninos que zoavam, eram vândalos, que bebiam, usavam drogas, que faziam essas coisas "não boas", não me lembro de minha adolescência e infância ter sido um período feliz pra mim, realmente.
Eu sofri muito nessa época, na verdade, por mais que eu tentasse, eu não conseguia fazer as mesmas coisas que esse meninos, eu até tentava cheguei a falar muito palavrão. Mas eu nunca fui feliz em prejudicar os outros, roubar, mentir, e por isso eu era excluído, muitas vezes chorei de descepção e de raiva, mas nunca consegui fazer outros sofrerem. Eu acredito que eu sempre fui estranho, só que hoje eu me conheço e me orgulho da minha estranheza.
Olhando esse período da minha vida, que eu vejo hoje eu realmente sofri com muitas coisas, a questão de amizade, o divorcio dos meus pais, eu me lebro que nessa época eu era ateu, não por opção mas eu creio que por ignorância. Hoje eu vejo como me faltou religião na minha vida nessa época, digo religião por se tratar de educação e costumes quanto a Deus não a fé em si. Nunca tive a proteção e suporte de algo, que seja a religião, para que eu fizesse o que era certo, mas fazia por falta de escolha e por lágrimas. Não digo que eu fui bom, ou um santo, minha mão pode te dizer que eu não fui, mas eu não consegui mesmo que tentasse seguir o mal caminho, esse caminho sempre esteve fechado pra mim, eu o fechei, mas para muitas pessoas está aberto e disponível, por que esse é o caminho mais facíl, o caminho sem dor, na verdade a dor está no fim desse caminho.
Mas eu vejo esse período da minha vida também como uma grande benção, por que ser sensível pra sentir, chorar em vez de fazer chorar, ser vítima em vez mal feitor, me fez ver e me aprender, me fez ter nojo da maldade da injustiça, e talvez se eu tivesse esse suporte religioso ou de qualquer outra forma eu não sentiria tanto, não me doeria tanto, e eu não aprenderia tanto. O problema é que muitas pessoas nesse mesmo processo se perdem, não pegam o período como benção mas como maldição, se machucam mas não crescem, elas criam feridas que se tornam mortais, pessoas se tornam frias e amarguradas, ou pior elas caem no lado mal, o lado que eu não consegui entrar. E hoje eu vejo com compaixão essas pessoas, por que elas fazem por ignorância e muitas delas não se encontrraram até hoje, se tornando adultos sem carácter sem base pra uma família saudável, eu lamento por eles.
Eu vejo hoje e agradeço por Deus sempre ter estado comigo nesse período, que desde essa époa ele ter me ensinado a amar, a viver, mesmo que não sendo popular, mesmo que não sendo da forma mais facíl. Eu agardeço a Deus todo o amor toda essa benção. Aquelas lágrimas me fizeram um pensador hoje, um observador, um homem sensível, um homem maduro, um homem que ama, ou que tenta amar, que tenta melhorar e disso eu não me envergonho. Obrigado Deus, e eu aceito os piores caminhos, os mais dificeis, os mais doloridos se depois de passar por ele eu me torne alguém melhor, se me tornar mais parecido com Jesus, eu aceito Deus e eu quero.

Carta aos Protestantes

Eu não me imagino não ser cristão, não amar Jesus. Pra mim Deus se mostra tão presente em minha vida, a cada momento. Vivi tanta coisa com Deus e Jesus que não posso imaginar com outro Senhor em outro caminho.
Eu sinto isso pela minha experiência com Jesus, com o aprendizado com Seu amor.
 
Com certeza muitos protestantes entendem o que eu digo, sentir isso quanto a Jesus, experiência pessoal. Isso é devido a duas vontades a minha e a dele. Uma vez já pensei em me converter ao Judaísmo mas pensei "não, largar Jesus nunca".
Nós sentimos isso por que vivemos algo com Deus, mas imagina outra pessoa de outra religião que tenha a experiência de vida dela ela tenha vivido algo diferente, algo q não aprovamos. Imagina se essa pessoa te dissesse algo contra Jesus vc acreditaria?… eu acredito q você não daria bola… que tal se colocar no lugar das pessoas e parar de protestar e quem sabe conseguirar amar, assim, eu acredito, seria o melhor convencimento.
A questão não é a religião certa ou não mas que temos q devemos respeitar. Deus nos deu livre abitrio até sobre o que escolhemos como senhor, ele não vai nos obrigar q Ele seja o Senhor da nossa vida. Para algumas pessoas o senhor da vida é o dinheiro, a prostituição, eles mesmos etc., ele respeita o desejo mesmo q não seja a vontade Dele.

Tabuleiro da Cor – Banda Black Rio

 Tabuleiro da Cor
(William Magalhães – Cláudio Rosa – Cláudio Schoppa)
 
 
O valente Zumbi no Quilombo reinou,
Sua luta vingou, povo Nagô
Chico Rei aportou, ouro negro brilhou
Alforria se fez, irmão da cor
Castro Alves rimou, em seus versos gritou
O que negro sofreu, Navio Negreiro
Isabel assinou, o negro não levou
O que ele iniciou, ninguém pensou
 
Negro cantou, negro chorou
Negro não perpetuou o sonhador
Xangô jogou xadrez
Tabuleiro da cor, ninguém ganhou
 
Luther King falou
Xeque – mate levou
E o jogo prosseguiu
Xangô jogou
Bispo Tutu andou
Torre branca acordou
Liberdade o irmão
Mandela ô
O Rei Branco mando
Nada mesmo mudou
E o conflito seguiu
Sem vencedor
No jogo da xadrez, cada cor tem sua vez
Não importa a cor,
Negro cantou
 
Ê, aê, aê, aê
Aê, aê, aê, aê
Aê, aê, aê, aê
 
Negro cantou, negro chorou
Negro não perpetuou o sonhador
Xangô jogou, jogou xadrez
Tabuleiro da cor, ninguém ganhou
 
O valente Zumbi
No Quilombo reinou,
Sua luta vingou, povo Nagô
Isabel assinou, o negro não levou
O que ele iniciou, ninguém pensou
Luther King falou
Xeque – mate levou
E o jogo prosseguiu
Mandela ô
No jogo e xadrez
Cada cor tem sua vez
Igualdade, irmão
Negro cantou!
Ê, aê, aê, aê
Aê, aê, aê, aê
Aê, aê, aê, aê
 
NEGO CANTOU, NEGO CANTOU, NAGO CANTOU
NEGO CHOROU, NEGO CHOROU
UNIDO A GENTE FICA EM PÉ; DIVIDINDO, CAI
BOOM, BYE – BYE, A BABILÔNIA CAI
E É TUDOEM NOME DELA
MIKE TYSON, STEVIE BIKO E MANDELA
2001 ATRÁS DAS GRADES DACELA
400 ANOS VIEMOS REMANDO, VIEMOS REMANDO
VIEMOS NOS ORÔES
PRESOS AOS TRILHÕES, AOS MILHARES, AOS MILHÕES
NO TABULEIRO DA COR
NINGUÉM GANHA, TODO MUNDO PERDE,
E É GERAL A DOR
BLACK ALIEN, BLACK RIO, BLACK BRASIL,
BLACK ÁFRICA, BLACK MUNDO
PEACE ALL
 
Ficha Técnica
Arranjo de Base: William Magalhães, Claudio Rosa e Lucio Trombone
Arranjo de Metais: William Magalhães, Chocolate, Cláudio Rosa e Lúcio Trombone
Arranjo Vocal: Trick , Cláudio Rosa e Chocolate
Voz, Vocais e Trompete Surdina: Trick
Inserção Rap Black Mundo: Gustavo Black Alien – L. F. Trick
Rap: Black Alien
Guitarra base: Claudio Zolli
Guitarra base e Talk Box: Sidney Linhares
Piano Rodhes e Teclados: William Magalhães
Percussões: Armando Marçal e Wanderlei Silva
Cuíca: Armando Marçal
Trombone Baixo: Lúcio Trombone
Sax Tenor: Zé Carlos
Trompete: Bidinho

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