Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Educando Carta a Tatiana

Amor,

 

Sabe q eu não gosto de emprestar as minhas coisas né?!…

Você sabe por quê?…

 

Quando eu tinha uns 8 anos, eu não me recordo de minha idade exata, meu pai me deu uma bicicleta recauchutada, como eu não morava com ele eu levei a bicicleta para o prédio em que eu morava com minha mãe. Eu andei com a bicicleta pouquíssimas vezes, só me lembro de ter andado uma vez só. Nesse condomínio onde eu morava havia um lugar onde as pessoas podiam guardar as bicicletas, mas para deixar lá era um saco, você tinha que ir chamar o porteiro que não ficava por perto para abrir a sala e tal.

Da única vez que me lembro ter andado de bicicleta, me recordo de um menino que eu conhecia, era irmão do meu "melhor amigo" e se chamava Daniel, nesse dia ao eu terminar de andar d bicicleta ele me pediu emprestada, eu não me lembro exatamente como tudo se passou, me lembro que não quis emprestar por que sabia o zelo que eu tinha por algo que meu "super" pai me dara. No fim eu emprestei minha bicicleta mesmo com muito receio, por que eu tinha a palavra deste menino, que vivia com seu pai, que ele guardaria a bicicleta em seu devido lugar após o uso.

Não me lembro exatamente como foi que se deu tudo, me lembro que esse menino não cumpriu com seu papel e não guardou minha bicicleta, ele me disse que tinha emprestado para alguém mais, só sei que quando fui procurar por ela, ela estava em uma "fogueira" no meu prédio. Ou seja, perdi minha bicicleta, meu pai ficou muito bravo comigo e disse q nunca mais me daria nada.

E foi assim que eu aprendi: como que alguém pode ser tão irresponsável? Não fazer algo que disse que faria (guardar a bicicleta), não assumir os seus erros (ter dito que foi a culpa do outro menino) e emprestar algo que nem era dele.

Se eu vivesse com meu pai eu esperaria que ele fizesse o mesmo que eu faria com meu filho hoje. Eu diria a meu filho para ele conversar com o menino, dizendo que se o caso não for resolvido eu falaria com o pai dele não com ele. Como com certeza o menino não seria resolvido eu como pai iria falar com o pai do menino na frente do menino e de meu filho, dizer o que se passou e ensinar ao meu filho sobre responsabilidade. Ensinaria a ele a importância da palavra das pessoas e para ele ser responsável e não ser como o outro menino e seu pai caso o ele encubra o filho. Se ele, o pai, entender a situação, ele certamente oferecerá para pagar a bicicleta, eu certamente diria que não precisava que não há a necessidade, que só gostaria que ele ensinasse a seu filho sobre responsabilidade. Desta maneira meu filho aprenderia também.

 

Após esse caso eu ainda continuei a emprestar, com mais receio, mas emprestava.

 

Quando eu tinha cerca de uns 13 anos, não me lembro exatamente, eu tinha um amigo que eu considerava meu "melhor amigo", ele se chamava Roberto, ou Robertinho. Nesta época meu pai havia dado uma bola de vôlei, nós jogávamos de vez em quando em nosso condomínio, e isso era um problema também, as pessoas tinham receio de deixar suas bolas com alguém, e se o "dono da bola" fosse embora acaba a brincadeira.

Certo dia nós fomos jogar vôlei com minha bola, mas eu tive que sair, com todo o pesar de acabar com o jogo dos meus amigos eu pedi minha bola, mas um menino que eu conhecia muito bem na época chamado Marcos, irmão do Robertinho, me pediu que eu deixasse a bola com ele. Eu falei que eu não podia ficar sem minha bola e que eu ia deixar a bola com ELE para que ele fosse responsável pessoal por minha bola. E eu fui.

No dia seguinte fui buscar minha bola que eu tinha confiado a esse menino, ele disse que tinha deixado com alguém mais. Eu já pensei: já era… Nunca mais… E ele me disse quem ficou jogando a bola e eu fui atrás, mas, é claro, não recuperei a minha bola. Eu falei para o Marcos: "eu emprestei na sua mão agora eu quero a bola na minha mão", ele disse que não tinha deixado a bola com o "pessoal" e só vi a bola umas semanas depois toda velha e usada na quadra do prédio. Eu não quis falar com a família dele, conhecia muito bem o pai e a mãe dele, pois todos eram meus amigos, pois não quis acabar com a nossa amizade.

Sei que essa experiência me deixou tão decepcionado e com uma sede de responsabilidade, eu só queria que alguém no mundo me dicesse: "Desculpa, a culpa foi minha", não precisava pagar. Talvez eu devesse ter falado com a família dele, talvez eu não tenha feito por que não tenha o "meu pai" comigo.

 

Mas como um teimoso, inocente ou simplesmente esperançoso eu errei de novo.

 

Aos 15 anos eu trabalhei pela primeira vez, no Mc Donald`s. Lá eu tinha um supervisor, do qual nome não me lembro, ele me pediu emprestado um cd que eu achava muito bom: The Bridge – Ace of Base. Só me lembro que depois de alguns dias eu pedi meu cd de volta e ele me disse que simplesmente não ia me devolver. Eu achei algo tão absurdo, por isso ocorrer em um ambiente onde há regras, pois estávamos em nosso trabalho e tinha emprestado para um supervisor não um colega, que falei com minha mãe, sem pudor sem vergonha, só sei que minha mãe só ligou para o Mc Donald’s e falou com meu gerente. Só sei que no dia seguinte eu tinha meu cd de volta. Mas que cara de pau.

 

Só sei que foi assim que eu aprendi amor, às vezes me acho tão egoísta, mas eu não me tiro à razão. Acredito que eu tenha medo de me decepcionar com a irresponsabilidade de alguém de novo, e o pior é pensar que a culpa é minha de EU ter confiado. Não sei se tem a ver, mas eu acho q a família tem papel fundamental em toda formação do homem, talvez com o apoio do meu pai eu sentiria menos. Se eu apenas sentisse que eu não estava errado em querer que eles fossem mais responsáveis.

 

Por isso eu criei essa aversão a essa situação. Eu sou muito responsável, principalmente pelas coisas dos outros. Não gosto, na verdade, detesto pegar coisas dos outros emprestado, pois já penso na possibilidade de pagar caso algo ocorra, não quero ser nunca como eles. Eu assumo meus erros, detesto covardia a falta de palavra. Tenho aversão por irresponsabilidade, como nesses casos deles colocarem a culpa de algo que fizeram em alguém.

 

Você sabe que não gosto de emprestar nada, é por isso. Não sei se eu que me apeguei a algo ou eu que não quero me decepcionar. Prefiro gravar um cd, dar um livro do que emprestar. Não gosto de esperar uma devolução que não sei se vai acontecer.

 

 

Queria q você soubesse, por que se existe alguém que tem q saber essas coisas e mim é você.

Se eu for algo parecido com isso que eu descrevi, por favor, me diga.

 

Amo-Te

 

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