Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Arquivo para o mês “janeiro, 2011”

O Cristianismo começa com um “Bom Dia!…”

Pra mim nunca foi natural dizer “Bom Dia”, talvez por sentir isso tão artificial nas pessoas. Sempre me contentei em falar “tudo bem?” ou “beleza?”.
Hoje é feriado em São Paulo mas mesmo assim tive que ir trabalhar, e estou indo de ônibus para o trabalho, algo incomum ter que deixar minha bicicleta. Ao embarcar falei, como sempre, obrigado ao motorista e por frações de segundo pensei em dizer “Bom Dia” a ele, mas exitei.
Sempre pensei que devia dar bom dia ao motorista e ao cobrador mas nunca o fiz, eu acredito que por medo mesmo. medo de ser ignorado, medo de ser reprovado e medo de ser questionado. Sempre me satisfiz em olhar e fazer uma cara positiva para eles, mas hoje acho que isso já não é suficiente.
Mas depois do que ocorreu hoje pensei por que não disse “Bom Dia” ao motorista?… Pensei que perdi a oportunidade de lhe desejar um bom dia de trabalho; pensei que com minhas palavras ele poderia receber um bom dia; pensei que ele poderia dizer que seu dia não seria bom por que teria que trabalhar, até pensei na resposta.
Mas eu tomei uma decisão, a partir de hoje tentarei, além de minha timidez, falar “Bom Dia”. Vou ir além de mim por um bom dia de um desconhecido.

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Esporte

Como é bom andar de bicicleta, sem vidros para separar das pessoas e da cidade; como é bom andar muitos quilômetros em um dia, superar ladeiras.
Como é bom acordar as 3:00 da manhã para ir a academia por disciplina e sentir-se bem o dia inteiro.
Como é bom escalar, subir paredes intransponíveis e sentir a glória da conquista.
Como é bom jogar tênis de mesa e controlar o movimento da bola; equilibrando força rapidez e precisão.

Como é bom sentir o suor escorrer pelo meu rosto sentindo que meu corpo aquece queimando calorias, sem me cansar.

“(…)
Não sei se acontece com você, mas eu sinto uma satisfação enorme em vero que acontece com o corpo durante o esporte. Gosto de colocar os pulmões para trabalhar e ver os músculos reagindo à ação do ácido lático. Acho incrível a velocidade que podemos atingir, impulsionados apenas por músculos.
(…)”
MARCELLINI, Andrea. O Ciclismo que o ciclismo não conhece – Continuação. Bike Action, São Paulo – SP ANO 11 no. 24. p.22. Dezembro. 2010.

Mais que prazer uma obrigação, a Deus que me deu a vida a minha mãe que me pariu. O que eu poderia fazer se não cuidar muito bem do bem mais importante que ela me deu… a vida.

1,5m de Respeito

Por que distancia de 1,5m?…

Hoje ao trafegar na chuva um ônibus me fechou a direita da via deixando sem folga alguma. A minha frente um bueiro com buracos maiores de que a espessura de meu pneu poderia me derrubar me colocando debaixo do ônibus. O que felizmente não ocorreu, não tivemos outra vítima como Márcia.

Não irado mas decepcionado, falei com o motorista, como alguém que também tem direito de estar na via, e lhe expliquei o que poderia ter ocorrido. Só pedi respeito.
Não queria que ele me respeitasse, queria que ele se respeitasse; não pedi por mim, pedi por todos, não só ciclistas mas todos.

Será demais pedir um pouco (apenas 1,5m) de respeito?…

Só Educação

As pessoas precisam de desculpas, ou justificativas, para terem seus maus comportamentos.

Como as ciclovias, não sou contra, mas como ciclista urbano não credito que seja uma solução.
Imagine construir uma ciclovia na Avenida Paulista, um desperdício.

Por que não aceitar a Bicicleta como mais um veículo nas vias?…
Parece difícil onde as pessoas usam a força, quando tem, para controlar o próximo não ajudar.

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