Wagner Pensa Hirata

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Arquivo para o mês “fevereiro, 2011”

Eu amo essa parte da Paulista

Do Reserva Cultural ao Belas Artes

O escritor infanto-juvenil Pedro Bandeira divide seu tempo entre uma chácara em São Roque, no interior do Estado, e um apartamento próximo do seu trecho favorito da Avenida Paulista – entre os cinemas Reserva Cultural e Belas Artes. “Vou às exposições do Masp, passo horas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e ainda assisto a um filme no espaço Unibanco da Augusta.”
Bandeira explica que nessa parte da avenida encontra tudo o que precisa sem ter de usar o carro. “Essa é minha vida: literatura, cinema e teatro.” Quando era mais jovem, porém, ele preferia ficar horas na região da Biblioteca Mário de Andrade, no centro. “Hoje a área está tão abandonada que dá medo voltar, mesmo agora que a biblioteca foi reformada. Aliás, deve estar linda!”

DANTAS, Diana. O estado de São Paulo. Caderno 2. Eu amo esta parte da Paulista. 4 de fevereiro de 2011.

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Tem que escutar – Imediatismo

Será errado escutar os funcionários?… Por maiores que sejam as diferenças culturais essas atitudes nas organizações japonesas os levaram a ser o que são hoje.
“(…)
Numa tarde de outubro, falando inglês com forte sotaque japonês, o designer acústico Yasuhisa Toyota, da Nagata Acoustics – uma das maiores empresas de consultoria do ramo no mundo – quis saber detalhes das mudanças estruturais feitas no Municipal do Rio de Janeiro. Ouviu com atenção as informações sobre as alterações no piso de madeira, no ar-condicionado, no estofado de veludo e no fosso do palco. Mostrou-se espantado com o fato de uma obra com tantas intervenções capazes de afetar a eficiência acústica da sala ter sido concluída em apenas dois anos e meio. ‘O projeto mais rápido que eu já fiz – o da nova sala de concerto de São Petersburgo, na Rússia – demorou três anos’, disse.

Toyota é o nome por trás da acústica do Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles. Inaugurado em outubro de 2003, é a sede da filarmônica da cidade. O prédio, cuja estrutura fragmentada de paredes curvilíneas deitas de chapas de aço inoxidável produz um efeito assombroso à luz do sol, é considerado uma das melhores salas de orquestra do mundo. A acústica do teatro foi universalmente elogiada.
Toyota quis saber se uma comissão de musicistas e cantores havia acompanhado a reforma. Ao ouvir a resposta, lamentou. ‘Numa obra como essa, é sempre importante ter esse grupo por perto. O palco é a casa deles. ’ Perguntou, então, quanto tempo os músicos tinham tido para se adaptar a nova configuração do teatro. Ao ser informado que o soft opening – nome dado ao período em que os músicos retornam ao espaço para trabalhar – ocorrera um m6es antes da reinauguração oficial, Toyota ficou em silêncio. Em Los Angeles, os artistas tiveram três meses para se adaptar a nova sala.
(…)”
TARDÁGUILA, Cristina. Dissonâncias Municipais. Piauí, São Paulo – SP no. 51. p.32. Dezembro. 2010.

Hoje o que se procura é o resultado financeiro, assim as outras coisas são deixadas de lado. Pela pressão para esse fim, o imediatismo é visível desperdício, como algo mal feito e mal acabado.

MacArthur – 1977

Um filme de tão longa data me mostrou um homem genial que liderou a democratização do Japão com genialidade sem vestígios de vingança mesmo após ter sido forçado a deixar as Filipinas com a invasão japonesa.
Com fatos novos me mostrou fatos novos como direito de voto das mulheres, a dissolução das forças armadas pelo conselho do 1º ministro Kijūrō Shidehara, um verdadeiro pacifista; e um dos fatos mais chocantes, em minha opinião, o desejo da então União Soviética de dominar Okaido.
Mas em todos esses fatos MacArthur trabalhou com justiça, sem desejo de explorar um país dominado e ajudou o Japão ser o que é hoje.

Cartas de Iwo Jima

Livro de um dia, muito bom e simples.
Mostra a experiência do então capitão de Cavalaria Tadamichi Kuribayashi em viagem de estudos nos EUA, mostrando seus sentimentos e o relacionamento a distância com sua esposa e filhos na década de 1920 e 1930 que viviam no Japão. Nesse momento se mostra o nascimento da admiração e respeito do capitão ao tão grande e poderoso EUA, país que ele enfrentaria anos mais tarde, sem medo, como uma sentença de morte.

KURIBAYASHI, Tadamichi, 1891-1945.
Cartas de Iwo Jima / Tadamichi Kuribayashi, Tsuyuko Yoshida (edição); [tradução Seidi Kusakano e Lilian Ishizawa]. – São Paulo : Editora JBC, 2007.

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