Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Arquivo para o mês “abril, 2012”

Uma súplica… de um irmão…

” ‘Mas não tem espaço para dar 1,5m de distância!’

Se você pensa em passar na mesma faixa em que o ciclista está, não tem espaço mesmo. E nesse questionamento está a própria resposta: você deve mudar de faixa.

A bicicleta é um veículo que possui uma limitação de velocidade óbvia, que deve ser compreendida. Para ultrapassá-la, você deve fazer como faria com qualquer outro veículo lento que estivesse à sua frente, como um ônibus ou um caminhão carregado: mude de faixa e faça uma ultrapassagem segura.

Não dá pra esperar atrás da bicicleta? Mude de faixa e ultrapasse. Não dá para ultrapassar, ou só tem uma faixa? Espere. A bicicleta está em movimento, não se permita estragar seu dia (ou o dia de alguém) só por causa de alguns poucos segundos de espera. Não é isso que vai lhe atrasar, mas sim o excesso de carros que você provavelmente vai encontrar mais adiante, ou pelo qual já passou ali atrás.

Claro que há ciclistas que não se preocupam muito com as leis de trânsito. E bastante, mais até do que eu gostaria de admitir. Abriremos essa discussão por aqui ainda essa semana – e você vai ter o direito de opinar. Mas o ponto, nesse momento, é: por mais que aquele ciclista possa estar agindo errado, nós motoristas temos o direito de puni-lo com uma ação agressiva, que pode resultar em uma hospitalização, uma paralisia, uma amputação, uma morte?

Imagine se, a cada vez que um motorista parasse sobre a faixa de pedestres, um caminhão em alta velocidade o prensasse contra a calçada na próxima quadra. E se esse caminhão passasse a fazer isso com qualquer carro, aleatoriamente, porque se irritou ao ver alguém estacionado numa vaga de deficiente?

Finas e fechadas não educam ninguém. Na melhor das hipóteses, escalam um conflito; na pior, mudam a vida de pessoas para sempre. Não só a de quem está na bicicleta, mas a de esposas, amores, filhos e pais preocupados, que esperam aquela pessoa chegar em casa. E que muitas vezes dependem de seu trabalho e de sua saúde. Derrubar um ciclista, seja propositalmente ou por descuido, pode mudar a vida dessas pessoas para sempre.

É preciso parar de pensar apenas do para-brisa pra cá. Existe gente lá fora. O trânsito é feito de pessoas, seja dentro dos carros, em motocicletas, atravessando a rua, naquele ônibus enorme ou em cima de uma frágil bicicleta. Alguém que também está tentando chegar em casa, no trabalho, na escola, na casa da namorada – ou simplesmente passeando, por que não?Pessoas como você e eu, com família, trabalho, amores, sonhos. Pessoas. Esse é o ponto.

Claro que há ciclistas que não se preocupam muito com as leis de trânsito. E bastante, mais até do que eu gostaria de admitir. Abriremos essa discussão por aqui ainda essa semana – e você vai ter o direito de opinar. Mas o ponto, nesse momento, é: por mais que aquele ciclista possa estar agindo errado, nós motoristas temos o direito de puni-lo com uma ação agressiva, que pode resultar em uma hospitalização, uma paralisia, uma amputação, uma morte?

Imagine se, a cada vez que um motorista parasse sobre a faixa de pedestres, um caminhão em alta velocidade o prensasse contra a calçada na próxima quadra. E se esse caminhão passasse a fazer isso com qualquer carro, aleatoriamente, porque se irritou ao ver alguém estacionado numa vaga de deficiente?

Finas e fechadas não educam ninguém. Na melhor das hipóteses, escalam um conflito; na pior, mudam a vida de pessoas para sempre. Não só a de quem está na bicicleta, mas a de esposas, amores, filhos e pais preocupados, que esperam aquela pessoa chegar em casa. E que muitas vezes dependem de seu trabalho e de sua saúde. Derrubar um ciclista, seja propositalmente ou por descuido, pode mudar a vida dessas pessoas para sempre.

É preciso parar de pensar apenas do para-brisa pra cá. Existe gente lá fora. O trânsito é feito de pessoas, seja dentro dos carros, em motocicletas, atravessando a rua, naquele ônibus enorme ou em cima de uma frágil bicicleta. Alguém que também está tentando chegar em casa, no trabalho, na escola, na casa da namorada – ou simplesmente passeando, por que não?Pessoas como você e eu, com família, trabalho, amores, sonhos. Pessoas. Esse é o ponto.”

WILLIAN CRUZ

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SONHOS…

Por Silvia Geruza

Quando somos crianças, à medida que crescemos desenvolvemos sonhos. Dependendo das frases que ouvimos dos nossos pais, parentes e da família onde nos encontramos inseridos esses sonhos poderão alçar voos, ou não. O ser humano é único e diversificado. Alguns quando enfrentam intempéries na vida ao crescer e se desenvolver, como mecanismo de defesa podem sonhar alto e criar outra realidade para sobreviver. Sonhos de ser alguém, ter um lugar ao sol. Sonho de fugir da mediocridade onde cresce. Sonho de fugir da disfuncionalidade de seu meio ambiente. Sonho de uma vida totalmente diferente da atual. Enfim, um sonho que todo ser humano tem: de SER FELIZ.

Outros, dependendo da sua estrutura emocional, simplesmente se escondem na tristeza, na apatia, no comodismo e se conformam com seu “status quo” achando que nunca conseguirão nada na vida. O resultado da inércia se vê no seu futuro, sem brilho nos olhos, sem alegria, sem objetivos.

Por outro lado, alguns com sonhos elevados, ambiciosamente lutam na vida passando por cima de tudo e todos, até mesmo da sua própria consciência, para depois descobrir que na busca de atingir seus sonhos deixaram para trás um rastro de tristeza e miséria.

Mas, sonhar é preciso. Sem sonhos perecemos, passamos a vida ao largo, trabalhando para viver e viver para trabalhar. Como fazer para alcançar nossos sonhos?

Primeiro precisamos sonhar à medida de nosso alcance.

Segundo, precisamos ser persistentes. Ter consciência de que na busca dos nossos sonhos NÃO VALE TUDO. Só vale amar o próximo como nos amamos. Só vale obter um sonho com integridade. Só vale obter um sonho com ombridade. Só vale obter um sonho com honestidade. Só vale obter um sonho com sinceridade. Só vale obter um sonho com transparência. Só vale obter um sonho com valores morais e espirituais elevados.

Sonhar é preciso, mas devemos nos conscientizar de quem nem sempre nossos sonhos se concretizarão. Afinal de contas, sonhos são sonhos. Eles nos levam a viver suspirando, lutando, indo em frente com objetivos de alcançá-lo. Eles nos motivam, nos impulsionam a viajar nos delírios, como D. Quixote de La Mancha, que com sua lança e escudo lutava contra moinhos de ventos. Mas, em seu delírio sonhador ele atingiu vidas e as modificou. Como sua doce Dulcinéa, que teve sua vida transformada de uma prostituta caída em uma donzela, pelo encontro que teve com um sonhador delirante.

Sonhar é preciso. Porém, muitas vezes você precisará ser persistente em busca de seus objetivos. Se não conseguir, entenda que pelo menos valeu à pena sonhar e lutar.

Lute, até que você consiga plantar uma flor naquele inacessível chão da sua vida.

Retribuir o Mal com o Bem – verdade universal

Por Silvia Geruza

Lembro-me perfeitamente de um hábito que possuía quando pequena. Amava ouvir minha mãe cantar. Ela tinha um tom de voz lírico e gostava muito de entoar músicas de Vicente Celestino. Uma em especial me chamava a atenção, e eu muitas vezes, sentada ao seu lado enquanto ela costurava, pedia a ela que repetisse, inúmeras vezes, uma música especial. Não recordo a letra por completo, mas o tema: Disse o campono à sua amada, minha idolatrada, pede-me o que quiseres. Por ti irei matar, irei roubar…etc. E, resumindo a história, a amada pede o coração da mãe do pobre homem apaixonado. Correndo, ele chega à sua mãe e lhe arranca o coração. Volta pelas estradas apressadamente, tropeça e o coração da sua mãe cai. Ele procurando o coração, (dessa parte me lembro muito bem), ele ouve uma voz dizendo: “vem filho meu, aqui estou, ainda sou teu.”

Moral da história: O coração que ama, mesmo sendo maltratado, ainda perdoa e quer fazer o bem.

Estudando a história da maldade humana, de Oliver Thomson, cheguei no século sétimo antes de Cristo. Interessante que tanto Buda, quanto o mestre indiano Vardhamana Mahavira (599-527 a.C.) fundador do jainismo, também recomendavam ao ser humano superar a raiva com a generosidade, o mal com o bem. O Budismo apregoava que o ódio deveria ser superado pela recusa em odiar, e não odiando (…) um inimigo deveria ser como um tesouro em minha casa, porque proporcionaria a ele a prática de transformar ódio em amor.

Nisto, o cristianismo também exorta a não se deixar derrotar pelo mal, mas vencer o mal com o bem. Para o Taoísmo, dever-se-ia oferecer a outra face, assim como no cristianismo. Para Lao- Tsé, um cavaleiro deveria ser altruísta, justo, nobre e atencioso. As cinco virtudes confucianas resumiam-se em benevolência, probidade, decoro, sabedoria e fidedignidade.

A verdade universal aparece em várias filosofias e religiões. A máxima cristã, cantada simbolicamente por Vicente Celestino, entoada por minha mãe durante minha infância, um coração amoroso sempre faz o bem, mesmo que sofra, mesmo que seja maltratado, em última análise: nunca se erra em fazer o bem, permanece no meu coração.

Quero sempre guardar comigo a mensagem universal, cantada de diversas maneiras, mas resumida no mandamento do cristianismo: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Rm.11:21

Quem sabe, consiga passar por esta vida, deixando um rastro de amor, serviço e perdão que perdurem nas minhas gerações posteriores….e assim, o mundo poderá ser bem mais habitável.

Vivo

Como outra terça feira qualquer, estava indo ao meu trabalho de bicicleta, até que chego ao lugar mais perigoso a Ponte Cruzeiro do Sul.
Uma subida pouco inclinada mas rápida e curta com três pontos de grande risco com entradas e saídas da Marginal Pinheiros.
Como todos os dias eu desobedecia ao Código de Trânsito Brasileiro dando preferência aos veículos maiores. Hoje nesse caminho saindo da Marginal entrando na Avenida um carro, seguido por outros dois, diminuiu sua velocidade e pediu para que eu avançasse. Fiquei surpreso e muito feliz e espontaneamente agradeci gesticulando muito. Isso reforçou minha esperança.
Em uma sociedade onde o que reina é o interesse próprio é raro vermos uma atitude altruísta e justa, e vale dizer, nada mais que obrigação de um ser humano com outro.
Aquela condutora só fez o que deveria ser comum a todos respeitou o próximo, aquela motorista me surpreendeu, ela viu o que os outros não vêem, ela não viu alguém atrapalhando o trânsito. Viajando posso imaginar que ele viu um pai, um irmão, um amigo ou simplesmente um outro ser humano.
Ela não priorizou seus poucos segundos, mas priorizou uma outra vida que naquele momento se torna mais frágil por opção.
Com um entendimento que poucos ainda tem ela seguiu seu caminho em paz, com vida…
Ela seguiu seu caminho, salvou minha vida e fez meu dia…

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