Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Arquivo para o mês “junho, 2012”

Dura Rotina em 2 rodas

Trabalho das 13 as 22 e infelizmente não pego o congestionamento do horário de pico. Me satisfaço passando entre os carros durante os congestionamentos, me sinto tão seguro entre eles quando não podem ser tão ameaçadores. E entre outros que gostariam, mas não podem exercer sua agressividade.
Saio de casa cedo e vou a academia, ignoro a esteira e a bicicleta ergométrica, meu exercício aeróbico é natural…
Após isso mais uma pedalada, chego ao trabalho, suado e disposto, é incrível como algumas pessoas não entendem a disposição. Respiro melhor, trabalho melhor; meu coração bate melhor, como que um agradecimento.
Saindo do trabalho as 22h pedalo em meio a trânsito pesado da cidade. Estou mascarado as partículas, fruto da combustão, me incomodam.
O trânsito está tranquilo e com máximo cuidado curto a velocidade, e chego em casa me sentindo vivo, realizado e feliz; simplesmente por pedalar, por fazer um dia bom para mim e para os outros que mal o sabem…

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Pastor Ricardo Gondim, Não lhe é chegada a Hora

Pastor Ricardo Gondim Não lhe é chegada a Hora

Pastor com todo o respeito…

Entendo o que sente de achar que sua hora está chegando, mas discordo, cansamos nos enfraquecemos, mas acredito que ainda tenha muito tempo de vida e na obra. Se lhe faltam forças hoje, amanhã terá, pode ter certeza.

Vivendo a vida saudável que tem com corpo, mente e espírito; o esporte que pratica, os livros e conversas que tem e a fé com a procura pela verdade e o Caminho te fazem completo, não um super homem.

Amanhã sei que ressurgirá muito mais forte e ajudara seus irmãos, nós, com entendimento e em nossa luta para alcançar o Amor de Jesus amando Deus e a nossos irmãos.

Tenho uma Causa menor, mas essa sim fisicamente arriscada que é a bicicleta. Ela é uma causa de amor para com meu próximo, com cidade e mundo com todos os argumentos que já são sabidos pelas pessoas minimamente informadas. Eu sinto a cada dia que pode ser meu último dia de vida, mas persisto por que há lutas que são maiores que a mim mesmo, e Ele sempre nos dará força para as causas de amor.

Querido pastor sua hora ainda não chegou, espero que esteja entendendo nesse importantíssimo intervalo. Já tive muitos intervalos, com os acidentes que sofri o que fez meu corpo e minha mente descansar por obrigação, mas voltei muito melhor, só precisei de um tempinho para recuperar meu condicionamento físico. Assim será com você, ainda não se livrou de nós… hehe

Esperamos sua volta, ansiosos.

Uma semana sem Domingo…

Mais um domingo, raro dia da semana, e meu preferido… Não quero perder um momento, ainda nem sei o que vou fazer, estou indo ver amigos, ou minha família, tenho que ir rápido, pois não quero perder esse dia especial.

Vou motorizado por um caminho que já conheço na via vejo um ciclista, devagar é claro, sempre um empecilho Não quero perder um minuto, mas por cima não vou passar claro, vou entrar a direita bem onde ele está. Se eu espero ele passar perco muitos segundos, se o ultrapassar com segurança com distância e com velocidade reduzida perco poucos segundos. Que venha a sorte, ultrapasso rapidinho com poucos centímetros com tanto que eu não o toque ficamos ambos felizes.

Acelerando para rapidamente ultrapassa-lo ele cai na minha frente. Ou foi o susto que lhe dei, ou pode ter sido um buraco, só sei que já não dava mais para parar, agora ele está debaixo do meu carro. Sem acreditar no que aconteceu penso “paro o carro?…”, claro que paro, afinal sou uma pessoa do bem. Meio que sem coragem vejo o ciclista no chão machucado, vou ter que leva-lo ao hospital e penso “que dor de cabeça”. Será que vai demorar? Já não tenho como escapar, não sei qual a gravidade do acidentado, porém agora perco minutos, horas, quem sabe o meu dia; que desperdício, hoje não é um dia qualquer, vou perder meu domingo?!… Mas, além disso, não é só meu dia que perco alguns arranhões no carro algumas audiências na justiça e dinheiro desperdiçando.

A vítima é o culpado, e ele já tem sua punição, horas, dias ou meses no hospital, e cicatrizes que nunca serão apagadas. E sorte dele se morrer, lamento por sua família e amigos, sofrerão menos. Mas o culpado é ele, má ideia de andar bicicleta na rua que foi feita para carros…

Mas pensando bem tudo poderia ser diferente se eu não me importasse tanto em perder segundos, naquele domingo. Perder um segundo por aquele ciclista, por sua família…

Melhores Dias

Recordo-me quando comecei a andar de bicicleta, já faz quase 10 anos.

Uma bicicleta simples escolhida por meu vendedor baseada no meu limite orçamentário. Objetivo no momento: emagrecer, fazer um esporte qualquer.

Recordo-me de meus primeiros passeios, enfrentando a Avenida Ibirapuera, a Santo Amaro ainda com medo, muita precaução e coragem. Recordo-me como era difícil, para muitos motoristas, aceitar um ciclista na rua. Buzinaço, xingamento às vezes até me sentia um invasor. Na época tirar finas era a regra e ultrapassar com distância segura era a exceção.

Me recordo quando além das minhas pedaladas solitárias e comecei com os passeios em grupo. O primeiro que participei foi o da Total Bike do Borba Gato. Novas emoções, novos desafios, conheci a segurança em pedalar em grupo, mas também vi novas atitudes de intolerância frente a bicicletas. Graças a essas coisas que vi e vivi sempre pensei criticamente: qual o problema da bicicleta, será que sou um problema para a cidade? sou egoísta andando sozinho ocupando um espaço na rua? Pensei no desperdício, pensei no legado, pensei no futuro e conclui: não, a bicicleta é uma solução não um problema. E tão diferente de outras soluções a bicicleta não exige sacrifício, mas nos dá prazer. O prazer de pedalar, o prazer de sentir a cidade, prazer de se sentir próximo à rua, de estar próximo as pessoas, de estar saudável, claro que respeitamos quem prefere a comodidade de estar parado, vida com pouco esforço, e viver em uma bolha onde ninguém o incomoda, com proteção de vidros e air bags.

Alguns acidentes depois, muito li, muito aprendi, e tanto pedalei, e chego a um momento em minha vida onde me conhecendo me realizo. Lutar por uma causa onde até os beneficiados não a reconhecem me faz feliz, como a muitos outros, não busco status, mas a certeza de fazer algo de valor a todos.

Mas a realidade não é tão dura, tenho me realizado vendo pessoas saudáveis nas ruas, onde já não pensam só em si mas vivem também por uma comunidade que parece se esforçar a cada dia para morrer de solidão.

Mas tenho sentido que temos aprendido as buzinadas já não são tão frequentes nas ruas, as “finas” também tem diminuindo. Vejo com prazer que as pessoas têm aprendido, devagar, mas tem aprendido.

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