Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Aos motoristas “perseguidos”

Ontem me falaram que o avanço das condições para o ciclistas, principalmente com a criação das ciclovias, desestimula motoristas a usar seus carros (atrapalha o trânsito).
O meu argumento foi que os ciclistas, apesar de todos os benéficos a cidade, tem sido desde sempre desestimulados a usar seu meio de transporte pela violência e a falta de respeito.
Mas, como sempre, me esqueço dos argumentos principais.

A facilidade em usar a bicicleta fará com que as pessoas comuns, normalmente motivadas pela facilidade de ter carros,  pelo medo do trânsito e outros fatores, experimentem esse meio de transporte. Por muito tempo a bicicleta foi um meio de transporte para pessoas que não tem condições de pagar pelo transporte público e para idealistas, mas não deve ser assim.

Muitos motoristas acham que têm sido perseguidos pela prefeitura e pelos tais cicloativistas, mas vamos tentar entender suas cabeças. A primeira coisa que eu diria aos motoristas é: fiquem tranquilos, vocês não estão sendo perseguidos. O que a prefeitura tem feito é estimulados pessoas que querem pedalar e a usar transporte público a poder fazê-lo. O prefeito, nem os ciclistas, querem o mal a população que dirige, apenas querem que repense seus hábitos e a avaliem o impacto de seu meio de transporte na cidade.
É certo, podemos afirmar isso, que a maior parte da população do mundo não só de nossa amada São Paulo apenas começa a pensar, refletir e a mudar seus hábitos quando colocam na balança as vantagens e desvantagens de suas escolhas e é isso que prefeito quer fazer.
Diminuição de estacionamento gratuito em espaços públicos, diminuição da velocidade nas vias, rodízio de carros, incentivo ao transporte público, implantação de ciclovias e bicicletários são apenas estímulos para outras formas de transporte além do carro, claro desestimulos para o uso do carro. Essa é apenas uma revisão na lista de prioridades. E não se choquem outras cidades fizeram o mesmo (Londres, Nova York, Amsterdã, Buenos Aires, a violenta Bogotá e Medicina) tiveram a mesmas resistência por parte de motoristas, mas há esperanças, muitos motoristas que antes reclamavam começaram a pedalar.
Os resultados esperados, diferente do que muitos pensam, não é a infelicidade dos motoristas nem a insatisfação dos que se sacrificam pagando suas parcelas de financiamento e impostos mas a diminuição de acidentes de trânsito, de atropelamentos, de poluição do ar, integração da cidade com sua população, inclusão a cidade populações carentes e tradicionalmente excluídas e a diminuição dos gastos com saúde do município. Difícil admitir mas se formos sinceros com nos mesmos não podemos chegar a outra conclusão: carro faz mal a cidade. Não acho que ele deva ser excluído, ainda mais com as poucas opções que temos, mas seu uso deve ser avaliado.

Não, não sois perseguidos, talvez apenas desejamos a diminuição na população o estilo de vida baseada no status e no conforto inconsequente.

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