Wagner Pensa Hirata

Love and Bike Lifestyle

Arquivo para o mês “junho, 2015”

Cansado

Cansado de ouvir pensamentos comuns de pessoas comuns.

Cansado de ouvir “como querem colocar na rua bicicleta se eu não tem nem espaço para os carros”. E eu sendo educado com quem não está preparado para entender não dizendo: a rua não é do carro; uma minoria usa carro; se prejudicasse o transporte público até que seria um argumento a se relevar (mas aí teria que acabar com os carros antes); o seu IPVA não paga os custos de saúde dos acidentes, problemas respiratórios e nem manutenção das vias; não seu carro não te faz melhor que ninguém apesar de muitos acharem; o custo de estacionamento deve ser pago pelos proprietários dos carros e não subsidiado com o uso gratuito da rua que é de todos…

Cansado de ouvir pessoas dizendo que o ciclista não se toca que tem que sair da frente do carro. Eu ainda digo e causa certas reflexão quebrado falo que “sim você deve mudar de faixa para ultrapassá-lo” ou “sim você deve esperar na velocidade do ciclista sem ameaçar, buzinar ou gritar, se houver apenas uma faixa e não puder ultrapassá-lo” e sim será apenas cortesia e educação dele caso ele queira encostar para que você o ultrapasse e finalmente o ciclista não deveria ter que burlar leis para sobreviver como andar pela calçada ee antecipar farol para não ter uma ameaça na sua traseira, e isso ainda vai acontecer enquanto o ciclista temer por sua vida como faz o pedestre. Ambos querem a mesma coisa: antes de se locomover eles querem sobreviver.

Cansado de viadutos e pontes que foram projetadas para carros apenas. Indigna-me o dinheiro de todos da cidade apenas para privilegiar o conforto e agilidade dos motorizados individuais com suas exclusivas pontes e viadutos com apenas passagens para carros sem uso para ônibus, pedestres ou ciclistas…

Cansado de ouvir que ciclista tem que fazer o caminho que evita carros sendo ele muito pior. Pensamento assim mostra corações onde quem “pode” (se motorizando) dever ser previlegiado e quem não pode “come as bordas” ou “as migalhas”.

Cansado dos que acham que a bicicleta é brincadeira. Não seus carros não te fazem mais importante, quem está de bicicleta não está sempre “passeando”, ciclista não é vagabundo ou imprestável, apesar de grande parte dos ciclistas serem idealistas muitos são apenas pessoas comuns como você porém que pensou um pouco mais e percebeu as inegáveis vantagens.

E para finalizar, cansado e decepcionado por ouvir uma religiosa dizer que o melhor momento do dia é ao chegar em casa onde “pode” abrir o vidro do carro e respirar um ar puro como se apenas aquele local na cidade tem importância explicitando a cultura da exclusão.

Cansado de mim, cansado do meu egoísmo, cansado das minhas falhas, cansado de perceber e de certa forma julgar as pessoas. Reflito, penso em minhas referências e confirmo minha indignação, até meio culpado por “sentir” e penso como seria mais fácil, mesmo não querendo, ser indiferente mas me lembro de um livro de Francois Varillon que diz “não perca o dom da indignação”, e crio forças absolutamente renovado…
Ver, sentir, julgar, refletir, pensar, indignar, cansar e continuar me faz olhar no espelho, me ajuda na caminhada.

E me canso de não me cansar…

#ABicicletaTeDesperta
#BikeELove

Palavras de pai…

Vendo vídeos da Melissa de poucos anos atrás penso duas coisas como ela cresce rápido e não percbemos no dia a dia; e como hoje temos essa possibilidade de refletir devido a facilidade de podermos eternizar momentos em nossas câmeras portáteis.

A Melissa fica fascinada se vendo, poucos anos mais nova, e eu fico com receio dela querer a atenção que ela tinha como “bebê”, lhe digo algo para a vida toda:
“Você era linda ontem e será amanhã como é hoje, você era amada pequena, é amada e será amada; não precisa querer ser mais nova ou mais velha nunca, a idade que tem ‘hoje’ é a melhor da vida. Tem gente nova que queria ser mais velha e gente mais velha que queria ser nova, muitos vivem se lamentado como era bom certo momento da vida ou como poderia melhor ser se tivesse tomado decisões diferentes ou se tivesse idade diferentes, e assim muitos perdem a vida ou a deixam passar sentados, apenas olhando pela janela.
Seja qual for sua decisão não lamente pelo que foi ou pelo que está por vir, mas aceite e entenda que o ‘presente’ é um presente, sejamos gratos por poder sermos o que somos.”

E acho que ela entendeu… assim ela disse.

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