Legítima Defesa

Leis aprovadas, armas permitidas. Quem as possuirão? serão os pacíficos? os não violentos? ou serão homens de bem? Será aqueles que não aceitam “não” como resposta? aqueles que não levam desaforo para casa? Será agora a arma objeto almejado como o carro? Aos pais que podem, será que virá como brinde quando passar na faculdade, ganhar o carro e arma ao completar 18 anos?
Objeto de poder, masculinidade e status. Objeto sagrado, milagroso que pode transformar meninos em homens?

Agora uma história parecida com várias outras que acontecerão em anos que estão por vir. Era o fim de uma balada a menina aguardava do lado de fora seu pai, pai zeloso temia agora tantas pessoas armadas, pessoas de bem mas armadas. Ela cansada porém mais um jovem rapaz a flertava, ela dizia não e ele insistia. Após o mesmo tirar a paciência da jovem ela fala firme “não quero, me deixa em paz”, ele se assusta. Ele se sente agredido, atacado, seu status de macho ferido, pensa “tenho que me defender, e é legitimo”. Em tempos passados ele usaria como arma suas mãos ou um porrete, deixaria olhos roxos, quebraria alguns dentes, quebraria ou torceria braços, agora o castigo a lição era mais fácil, apenas um gatilho a apertar.
Ele mostra a arma, ameaça, ela começa a chorar, ele pede que ela entre no carro dele, ela diz “por favor não”. O pai chega, assustado puxa a filha, não se importa com as ameaças, ele leva um tiro, morre no local. O jovem puxa a menina para seu carro, ela era seu objeto, sua conquista, como poderia ela falar “não”, ela não vê seu poder sua força?

E ela chorava, já não sabia se chorava pela morte de seu pai ou por estar sendo violada…

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